"Se, na sua área, todos estão ingressando em MBAs, é um sinal de que é o caminho a seguir", explica o headhunter Ricardo Nogueira
O mercado de trabalho procura pessoas que estejam sempre em busca de novos conhecimentos. Isso significa que quanto mais estudo melhor. Para o headhunter e presidente da Junto Fast Recruitment, Ricardo Nogueira, não existe um nível de estudo mínimo ou máximo. O profissional deve se reciclar continuamente.
Na hora de escolher entre uma pós-graduação e um MBA (Master Business Administration), ele recomenda que o profissional analise suas necessidades.
"Se, na sua área, todos estão ingressando em MBAs, é um sinal de que é o caminho a seguir. A pós-graduação serve para focar em um nicho interessante. É um aprofundamento em um tema que talvez possa ser interessante dentro do universo de trabalho. Basta ver a quantidade de novos cursos de pós-graduação lançados continuamente pelas instituições de ensino, que refletem as demandas do mercado".
O melhor momento
Questionado sobre o melhor momento para ingressar em um curso de pós-graduação ou MBA, Nogueira opina que, mais uma vez, depende da necessidade de cada um. "Caso sua profissão demande cursos extras à graduação, a melhor hora é logo após o término da faculdade, para que a pessoa possa competir no mercado de trabalho", explica.
Já o sócio da Steer Recursos Humanos, Ivan Witt, acredita que os profissionais somente devem cursar um MBA quando atingirem o nível gerencial. "Muitos jovens têm enxergado o MBA como uma alavanca para conseguir um bom emprego ou mesmo um aumento salarial, mas a maioria deles não estão preparados para o curso ou ainda não têm o know-how necessário para aplicar o que aprendem na empresa em sala de aula", explica.
Diferenciais
De acordo com Nogueira, além dos cursos de especialização e MBA, existem diversas formas de um profissional adquirir diferenciais, como o conhecimento de idiomas e até o autoconhecimento, o que pode ser obtido por meio do coaching. "Mas o mais importante é buscar o que vai fazer sentido na vida profissional de cada um", conclui.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Governo mobiliza estados e municípios no combate e prevenção à dengue.
Em participação ao Bom Dia Ministro, realizado nesta quinta-feira (13), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, explicou a estratégia do governo para evitar e combater a alta incidência da dengue. No Programa, produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido via satélite a rádios de todo País, Temporão também falou sobre a recente pesquisa feita pelo Ministério mostrando o perfil da mortalidade do brasileiro. Leia os principais trechos da entrevista. Dengue - É importante chamar a atenção de que um fator que facilita ou predispõe o crescimento da dengue é a oferta de água tratada regular para a casa de todas as pessoas. Se as famílias não têm água de qualidade na torneira toda hora, elas vão estocar. E se estocarem, dependendo das condições de armazenamento, a probabilidade de se formar criadouros para o mosquito são muito grandes. A importânci a da oferta regular de água, principalmente nas áreas mais pobres, é grande. Por outro lado, há a intensificação do combate ao vetor, seja nos municípios onde temos boa cobertura do programa Saúde da Família através do trabalho dos agentes comunitários ou por meio da mobilização da população. É importante que as pessoas não façam o dever de casa apenas em sua residência ou local de trabalho, mas também conversem com seus vizinhos, realizem reuniões na rua onde moram e se mobilizem. Estou muito preocupado porque este é um momento de transição na maior parte dos municípios brasileiros. A dengue precisa ser colocada na pauta política dos grupos de transição para que não haja descontinuidade no desenvolvimento dos trabalhos.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
BC faz ajuste em compulsório e garante R$40 bi a bancos
O Banco Central anunciou nesta quinta-feira uma nova medida que pode garantir aos bancos cerca de 40 bilhões de reais, em mais um passo da autoridade monetária para recuperar o mercado de crédito brasileiro.
A partir de 1o de dezembro, o recolhimento compulsório adicional exigido dos bancos sobre depósitos a prazo, à vista e de poupança passará a ser em títulos públicos e não mais em dinheiro.
O BC espera, com isso, recompor os volumes de compulsórios recolhidos em títulos e, ao mesmo tempo, preservar a liquidez do mercado, já que os bancos não terão que fazer o recolhimento em espécie.
As alíquotas do compulsório adicional --5 por cento para depósitos a prazo e à vista e 10 por cento para poupança-- permanecem inalteradas, ou seja, os bancos terão que recolher ao BC o equivalente a estas alíquotas em títulos.
O compulsório é um dinheiro que os bancos são obrigados a manter depositados no Banco Central. Parte destes recursos não é remunerada, mas para o chamado compulsório adicional, o BC pagava a variação da taxa Selic.
Agora, a remuneração do adicional vai depender do título que cada banco entregar ao BC.
A medida tem o potencial de liberar aos bancos 40 bilhões de reais, que é o volume atual que estes compulsórios adicionais representam.
Desde que a crise financeira global se acentuou, em meados de setembro, o Banco Central já tomou diversas medidas para minimizar os impactos das turbulências internacionais sobre o mercado de crédito doméstico.
As regras sobre o recolhimento compulsório já foram ajustadas algumas vezes. Além disso, o BC voltou a vender contratos de swap cambial e a atuar no mercado à vista de câmbio, bem como garantir recursos para o financiamento do comércio exterior.
A partir de 1o de dezembro, o recolhimento compulsório adicional exigido dos bancos sobre depósitos a prazo, à vista e de poupança passará a ser em títulos públicos e não mais em dinheiro.
O BC espera, com isso, recompor os volumes de compulsórios recolhidos em títulos e, ao mesmo tempo, preservar a liquidez do mercado, já que os bancos não terão que fazer o recolhimento em espécie.
As alíquotas do compulsório adicional --5 por cento para depósitos a prazo e à vista e 10 por cento para poupança-- permanecem inalteradas, ou seja, os bancos terão que recolher ao BC o equivalente a estas alíquotas em títulos.
O compulsório é um dinheiro que os bancos são obrigados a manter depositados no Banco Central. Parte destes recursos não é remunerada, mas para o chamado compulsório adicional, o BC pagava a variação da taxa Selic.
Agora, a remuneração do adicional vai depender do título que cada banco entregar ao BC.
A medida tem o potencial de liberar aos bancos 40 bilhões de reais, que é o volume atual que estes compulsórios adicionais representam.
Desde que a crise financeira global se acentuou, em meados de setembro, o Banco Central já tomou diversas medidas para minimizar os impactos das turbulências internacionais sobre o mercado de crédito doméstico.
As regras sobre o recolhimento compulsório já foram ajustadas algumas vezes. Além disso, o BC voltou a vender contratos de swap cambial e a atuar no mercado à vista de câmbio, bem como garantir recursos para o financiamento do comércio exterior.
Ministérios discutem legislação ambiental no campo
Os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA); da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Meio Ambiente (MMA) vão reativar o grupo de trabalho sobre revisão e atualização da legislação ambiental brasileira. A decisão surgiu do encontro realizado na terça-feira (11) em Brasília entre representantes das três pastas dos setores agropecuários e ambientalistas.
Brasil é 'exemplo para o mundo' no combate à pobreza, diz jornal dos EUA
O sucesso da Bolsa Família e de outras iniciativas brasileiras no combate à pobreza foi tema de uma longa reportagem publicada nesta quinta-feira, de uma série sobre o país feita esta semana pelo jornal americano The Christian Science Monitor.
"Embora a crise financeira global esteja afetando o Brasil, a economia do país teve uma efervescência nos últimos cinco anos e o padrão de vida dos pobres subiu", disse o jornal, explicando que "inflação mais baixa e acesso mais fácil ao crédito - juntamente com um salário mínimo mais alto - criaram uma nova classe de consumidores que mantiveram a economia em crescimento."
"Com o maior programa de bem-estar com condições do mundo para os pobres, e uma enorme quantidade de iniciativas locais, estaduais e federais que continuam a ter como alvo os pobres - um marco da Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva - muitos brasileiros estão sentindo uma estabilidade econômica como nunca antes."
E as iniciativas brasileiras estão servindo de "exemplo" para vários países, diz o jornal americano.
A reportagem, assinada por Sara Miller Llana, visitou Maria Joelma da Silva em Cumaru, no nordeste brasileiro. Segundo o Christian Science Monitor, ela recebeu a visita em agosto de "representantes de Angola, Gana, da União Africana e do Banco Africano de Desenvolvimento", que queriam "estudar os programas sociais do Brasil".
A Bolsa Família "teve um papel importante na redução da pobreza, o governo também trabalhou para criar mais empregos formais - 8,1 milhões mais desde que Lula assumiu o cargo - e elevou o salário mínimo para R$ 415 (US$ 187) por mês a partir de R$ 200 (US$ 90) por mês. O número dos pobres caiu de 18% em 2007 dos 19% do ano anterior. De acordo com dados do governo, a renda dos mais pobres aumentou 22% nos últimos cinco anos, enquanto a dos ricos aumentou 4,9%", disse a reportagem do Christian Science Monitor.
"Os primeiros programas de transferência condicional de dinheiro do mundo foram introduzidos no Brasil em 1995 a nível municipal", de acordo com o jornal americano, que afirma que "o conceito, desde então, tomou pé firme na América Latina, onde mais de uma dúzia de programas como estes foram lançados. Uma outra dúzia está sendo implementada no resto do mundo.
"'Christian Science Monitor' publica série de reportagens sobre o país.
"Embora a crise financeira global esteja afetando o Brasil, a economia do país teve uma efervescência nos últimos cinco anos e o padrão de vida dos pobres subiu", disse o jornal, explicando que "inflação mais baixa e acesso mais fácil ao crédito - juntamente com um salário mínimo mais alto - criaram uma nova classe de consumidores que mantiveram a economia em crescimento."
"Com o maior programa de bem-estar com condições do mundo para os pobres, e uma enorme quantidade de iniciativas locais, estaduais e federais que continuam a ter como alvo os pobres - um marco da Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva - muitos brasileiros estão sentindo uma estabilidade econômica como nunca antes."
E as iniciativas brasileiras estão servindo de "exemplo" para vários países, diz o jornal americano.
A reportagem, assinada por Sara Miller Llana, visitou Maria Joelma da Silva em Cumaru, no nordeste brasileiro. Segundo o Christian Science Monitor, ela recebeu a visita em agosto de "representantes de Angola, Gana, da União Africana e do Banco Africano de Desenvolvimento", que queriam "estudar os programas sociais do Brasil".
A Bolsa Família "teve um papel importante na redução da pobreza, o governo também trabalhou para criar mais empregos formais - 8,1 milhões mais desde que Lula assumiu o cargo - e elevou o salário mínimo para R$ 415 (US$ 187) por mês a partir de R$ 200 (US$ 90) por mês. O número dos pobres caiu de 18% em 2007 dos 19% do ano anterior. De acordo com dados do governo, a renda dos mais pobres aumentou 22% nos últimos cinco anos, enquanto a dos ricos aumentou 4,9%", disse a reportagem do Christian Science Monitor.
"Os primeiros programas de transferência condicional de dinheiro do mundo foram introduzidos no Brasil em 1995 a nível municipal", de acordo com o jornal americano, que afirma que "o conceito, desde então, tomou pé firme na América Latina, onde mais de uma dúzia de programas como estes foram lançados. Uma outra dúzia está sendo implementada no resto do mundo.
"'Christian Science Monitor' publica série de reportagens sobre o país.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
JABES ASSUME A BAHIAPESCA
Um dos contemplados com as mudanças na Seagri será o ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, que assumirá o comando da Bahiapesca. Ele atualmente ocupa o cargo de secretário-geral do PP estadual.
Três vezes prefeito de Ilhéus e deputado federal, Jabes vinha acumulando derrotas eleitorais. A última delas foi em 2006, quando perdeu a disputa por uma vaga para a Assembléia Legislativa baiana. Devido à rejeição popular, nem disputou a prefeitura de Ilhéus em 2008. Fonte: Unidos por Ilhéus.
Três vezes prefeito de Ilhéus e deputado federal, Jabes vinha acumulando derrotas eleitorais. A última delas foi em 2006, quando perdeu a disputa por uma vaga para a Assembléia Legislativa baiana. Devido à rejeição popular, nem disputou a prefeitura de Ilhéus em 2008. Fonte: Unidos por Ilhéus.
CAIXA amplia crédito para compra de material de construção
A Caixa Econômica Federal ampliou o acesso à linha de crédito Construcard FGTS, para aquisição de material de construção. Desde a segunda-feira (10), o limite de financiamento passou de R$ 7 mil para até R$ 25 mil
Mercado busca 113 mil trabalhadores temporários
O aumento do consumo no fim de ano deve gerar 113 mil novos postos de trabalho no Brasil, segundo estudos coordenados pela Associação Brasileira de Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Assertem). Em crescimento há dois anos, o índice de contratações temporárias deverá crescer 8% em relação a 2007. A pesquisa estima ainda que 37% dos trabalhadores deverão ser efetivados após o fim do contrato temporário.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
ENFIM, O PP NO GOVERNO WAGNER...
ROBERTO MUNIZ VAI PARA A SEAGRI;
ANÚNCIO SAI NESTA 3ªExclusivo
O governador Jaques Wagner anuncia amanhã, às 9h, o nome do novo titular da Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri). Será durante uma audiência com a direção do PP, partido que escolheu o deputado estadual Roberto Muniz para a pasta, hoje ocupada pelo petista Geraldo Simões. Postado por Unidos Por lhéus.
Gastos com remédios excepcionais será de 2,3 bi em 2009.
Promover o acesso ao tratamento em saúde de maneira irrestrita e lidar ao mesmo tempo com um orçamento limitado é uma das tarefas do Programa de Medicamentos Excepcionais do Ministério da Saúde, que atende 730 mil usuários e oferece 220 itens para 76 doenças. Em 2008, a previsão é de que o Programa custe R$ 2,3 bilhões ao orçamento do ministério, enquanto em 2003 ele onerava em R$ 516 milhões.
Cotas e ProUni aumentam número de estudantes negros
O Em Questão de hoje apresenta o terceiro tema da série "Promovendo a Igualdade", em homenagem ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. O texto de hoje aborda a Política de Cotas e o Programa Universidade Para Todos (ProUni), um tópico inserido no contexto das Ações Afirmativas.
Reforma que corta salário eleva pobreza.
Estudo sobre o Quênia aponta que reduzir remuneração a fim de aumentar empregos formais acaba gerando número maior de pobres-->
Diminuir salários para aumentar o número de pessoas empregadas, como pregam alguns economistas, pode aumentar a proporção de pobres, afirma um estudo publicado pelo Centro Internacional de Pobreza, uma instituição de pesquisa do PNUD em parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O texto se debruça sobre o caso do Quênia e critica uma avaliação do Banco Mundial segundo a qual o os altos custos trabalhistas no país são um entrave à criação de postos de trabalho.
“Ao invés de aceitar conselhos de que reduzir ou eliminar salários mínimos, enfraquecer sindicatos ou promover corte de salários poderia criar mais empregos, o governo deveria concentrar-se na expansão direta dos empregos decentes através de um amplo programa econômico focado no emprego, que inclua medidas para aumento da produtividade do trabalhador, aumento da disponibilidade de crédito e facilitação do acesso à infra-estrutura econômica e social”, defende o estudo, intitulado Corte de salários no Quênia expandirá a pobreza, não os empregos decentes e escrito Robert Pollin, Mwangi we Githinji e James Heintz, todos do Instituto de Pesquisa em Economia Política, da Universidade de Massachusetts Amherst.
As discussões sobre a flexibilização dos direitos trabalhistas ou sobre a reforma trabalhista também têm sido freqüentes no Brasil, onde a principal legislação na área, a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), data de 1943. Os temas em debate, porém, nem sempre são os mesmos que no país africano.
No Quênia — que ocupa a 148º posição no ranking de 177 países do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) —, apenas 14% dos trabalhadores estão no setor formal. A taxa de desemprego aberto é de 10,5%.
Para aumentar em 25% os empregos com carteira registrada (190 mil novas vagas), seria preciso reduzir o salário médio do setor formam em 42%, estimam os autores. Com isso, o salário ficaria 15% abaixo da linha de pobreza. Alguns empregados seriam beneficiados, mas a maioria perderia. “O salário médio de trabalhadores urbanos cairia de 50% acima da linha de pobreza para 10% abaixo, e o dos trabalhadores rurais de 34% acima para 23% abaixo”, afirma o texto.
Os pesquisadores contestam ainda a tese, também defendida pelo Banco Mundial, de que os sindicatos contribuem para enrijecer o mercado de trabalho queniano. “Os sindicatos representam uma pequena e cada vez menor parcela da força de trabalho do Quênia. Esse também é o caso de muitos outros países de baixa renda que passam por ajustes estruturais.” Além disso, eles citam uma pesquisa feita em 2003 que apontou que 94% das empresas com empregados no Quênia disseram não ter tido nenhum dia de perda de trabalho em função de greves ou outras atividades sindicais.
O estudo também critica a concepção de que o salário mínimo travaria o mercado de trabalho por supostamente tornar o trabalho dos mais pobres muito caro. Segundo os autores, o salário mínimo já não é respeitado no Quênia — quase três quartos dos trabalhadores recebem abaixo do previsto em lei. A maioria dos ocupados do setor privado recebe entre 43 e 50% a menos que o menor dos salários mínimos instituídos (são 45 no país).
Diminuir salários para aumentar o número de pessoas empregadas, como pregam alguns economistas, pode aumentar a proporção de pobres, afirma um estudo publicado pelo Centro Internacional de Pobreza, uma instituição de pesquisa do PNUD em parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O texto se debruça sobre o caso do Quênia e critica uma avaliação do Banco Mundial segundo a qual o os altos custos trabalhistas no país são um entrave à criação de postos de trabalho.
“Ao invés de aceitar conselhos de que reduzir ou eliminar salários mínimos, enfraquecer sindicatos ou promover corte de salários poderia criar mais empregos, o governo deveria concentrar-se na expansão direta dos empregos decentes através de um amplo programa econômico focado no emprego, que inclua medidas para aumento da produtividade do trabalhador, aumento da disponibilidade de crédito e facilitação do acesso à infra-estrutura econômica e social”, defende o estudo, intitulado Corte de salários no Quênia expandirá a pobreza, não os empregos decentes e escrito Robert Pollin, Mwangi we Githinji e James Heintz, todos do Instituto de Pesquisa em Economia Política, da Universidade de Massachusetts Amherst.
As discussões sobre a flexibilização dos direitos trabalhistas ou sobre a reforma trabalhista também têm sido freqüentes no Brasil, onde a principal legislação na área, a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), data de 1943. Os temas em debate, porém, nem sempre são os mesmos que no país africano.
No Quênia — que ocupa a 148º posição no ranking de 177 países do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) —, apenas 14% dos trabalhadores estão no setor formal. A taxa de desemprego aberto é de 10,5%.
Para aumentar em 25% os empregos com carteira registrada (190 mil novas vagas), seria preciso reduzir o salário médio do setor formam em 42%, estimam os autores. Com isso, o salário ficaria 15% abaixo da linha de pobreza. Alguns empregados seriam beneficiados, mas a maioria perderia. “O salário médio de trabalhadores urbanos cairia de 50% acima da linha de pobreza para 10% abaixo, e o dos trabalhadores rurais de 34% acima para 23% abaixo”, afirma o texto.
Os pesquisadores contestam ainda a tese, também defendida pelo Banco Mundial, de que os sindicatos contribuem para enrijecer o mercado de trabalho queniano. “Os sindicatos representam uma pequena e cada vez menor parcela da força de trabalho do Quênia. Esse também é o caso de muitos outros países de baixa renda que passam por ajustes estruturais.” Além disso, eles citam uma pesquisa feita em 2003 que apontou que 94% das empresas com empregados no Quênia disseram não ter tido nenhum dia de perda de trabalho em função de greves ou outras atividades sindicais.
O estudo também critica a concepção de que o salário mínimo travaria o mercado de trabalho por supostamente tornar o trabalho dos mais pobres muito caro. Segundo os autores, o salário mínimo já não é respeitado no Quênia — quase três quartos dos trabalhadores recebem abaixo do previsto em lei. A maioria dos ocupados do setor privado recebe entre 43 e 50% a menos que o menor dos salários mínimos instituídos (são 45 no país).
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
PT reforça decisão de lançar Tião Viana à presidência do Senado
GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
O PT reforçou nesta sexta-feira a decisão de lançar o senador Tião Viana (PT-AC) como candidato à presidência do Senado, sem prejuízos ao apoio do partido à candidatura do deputado Michel Temer (PMDB-SP) para a presidência da Câmara.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), disse que o partido não está disposto a apoiar um nome do PMDB no Senado, mesmo que o senador José Sarney (PMDB-AP) decida ingressar na corrida pela presidência da Casa.
"Nós temos um candidato, quem tem candidato não apóia outro. Não temos nada contra o presidente Sarney, mas acreditamos que o Tião Viana hoje representa melhor a diversidade do Senado", afirmou.
Segundo Berzoini, as eleições da Câmara e do Senado não são "casadas", por isso o PT tem autonomia para lançar o nome de Viana. "Não tem nenhum processo de cobrança sobre o PMDB do ponto de vista de relação de troca. Foi compromisso que assumimos com o PMDB em relação à Câmara", disse.
Em 2006, o PMDB firmou o compromisso de apoiar a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara desde que os petistas apoiassem o nome de Temer em 2008.
Com a disposição do PMDB de lançar candidato próprio na disputa pelo comando do Senado, o PT ameaça nos bastidores desembarcar da candidatura de Temer caso os peemedebistas insistam em não apoiar o nome de Viana.
O nome de Sarney vem sendo ventilado como um candidato capaz de unir governo e oposição, mas o PT resiste à candidatura do ex-presidente. DEM e PSDB já sinalizaram que pretendem apoiar um nome do PMDB para evitar a eleição de Viana no Senado.
Na opinião de Berzoini, a Câmara e o Senado precisam ter candidatos de partidos distintos em seus comandos para o melhor equilíbrio das forças políticas no Legislativo. "Entendemos que o ideal é termos nomes de partidos diferentes nas duas Casas. O Tião Viana é candidato, não do PT, de vários senadores que o apóiam. Vamos conversar com cada senador para convencer que o Tião Viana pode ser o melhor candidato neste momento", afirmou.
O PT reforçou nesta sexta-feira a decisão de lançar o senador Tião Viana (PT-AC) como candidato à presidência do Senado, sem prejuízos ao apoio do partido à candidatura do deputado Michel Temer (PMDB-SP) para a presidência da Câmara.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), disse que o partido não está disposto a apoiar um nome do PMDB no Senado, mesmo que o senador José Sarney (PMDB-AP) decida ingressar na corrida pela presidência da Casa.
"Nós temos um candidato, quem tem candidato não apóia outro. Não temos nada contra o presidente Sarney, mas acreditamos que o Tião Viana hoje representa melhor a diversidade do Senado", afirmou.
Segundo Berzoini, as eleições da Câmara e do Senado não são "casadas", por isso o PT tem autonomia para lançar o nome de Viana. "Não tem nenhum processo de cobrança sobre o PMDB do ponto de vista de relação de troca. Foi compromisso que assumimos com o PMDB em relação à Câmara", disse.
Em 2006, o PMDB firmou o compromisso de apoiar a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara desde que os petistas apoiassem o nome de Temer em 2008.
Com a disposição do PMDB de lançar candidato próprio na disputa pelo comando do Senado, o PT ameaça nos bastidores desembarcar da candidatura de Temer caso os peemedebistas insistam em não apoiar o nome de Viana.
O nome de Sarney vem sendo ventilado como um candidato capaz de unir governo e oposição, mas o PT resiste à candidatura do ex-presidente. DEM e PSDB já sinalizaram que pretendem apoiar um nome do PMDB para evitar a eleição de Viana no Senado.
Na opinião de Berzoini, a Câmara e o Senado precisam ter candidatos de partidos distintos em seus comandos para o melhor equilíbrio das forças políticas no Legislativo. "Entendemos que o ideal é termos nomes de partidos diferentes nas duas Casas. O Tião Viana é candidato, não do PT, de vários senadores que o apóiam. Vamos conversar com cada senador para convencer que o Tião Viana pode ser o melhor candidato neste momento", afirmou.
Sarney prega "saída política" no Senado
O Senador José Sarney (PMDB-AP) ajustou o discurso em relação à disputa pela Presidência do Senado. Segundo o blog do Josias, ele passou a defender uma solução política e negociada para a briga entre seu partido e o PT para as sucessões no Congresso.
Sarney era tido até então como possível candidato peemedebista ao cargo em uma disputa com Tião Viana (PT-AC). O senador e ex-presidente abriu uma janela para a composição em torno do petista desde que o PMDB receba uma compensação política.
Deve-se a suavização oratória a um encontro que Sarney manteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quinta-feira (6).
Na disputa da Câmara dos Deputados, o PT e PMDB aparecem unidos em torno da candidatura de Michel Temer (PMDB-SP). "O desenho político é que se tenha o PMDB aqui [na Câmara] e o PT lá [no Senado]. Esse é o desenho político, precisamos adequá-lo ao real", afirmou o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais). Fonte Blog do Josias.
Sarney era tido até então como possível candidato peemedebista ao cargo em uma disputa com Tião Viana (PT-AC). O senador e ex-presidente abriu uma janela para a composição em torno do petista desde que o PMDB receba uma compensação política.
Deve-se a suavização oratória a um encontro que Sarney manteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quinta-feira (6).
Na disputa da Câmara dos Deputados, o PT e PMDB aparecem unidos em torno da candidatura de Michel Temer (PMDB-SP). "O desenho político é que se tenha o PMDB aqui [na Câmara] e o PT lá [no Senado]. Esse é o desenho político, precisamos adequá-lo ao real", afirmou o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais). Fonte Blog do Josias.
IR 2008: Receita libera consulta ao penúltimo lote de restituições; confira
A Receita Federal liberou a consulta ao penúltimo lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2008 (ano-base 2007). De acordo com o órgão, 1,9 milhão de pessoas estão incluídas nesta fase. A consulta pode ser feita pelo site da Receita Federal ou pelo número 146, bastando informar o número do CPF.O montante total a ser liberado é de R$ 1,8 bilhão. O dinheiro estará disponível na conta dos contribuintes na outra segunda, dia 17, e será corrigido em 7,21%, referentes à variação da taxa Selic de maio a outubro e 1% de novembro. A restituição não sofrerá mais nenhum acréscimo, independentemente da data em que o contribuinte irá recebê-la. LotesO primeiro lote do IRPF 2008 foi liberado no dia 16 de junho e o último deve ser liberado em 15 de dezembro. Estarão disponíveis para saque sete lotes mensais, de acordo com o calendário a seguir:
IR 2008
Data
1º lote 16/06/2008
2º lote 15/07/2008
3º lote 15/08/2008
4º lote 15/09/2008
5º lote 15/10/2008>
6º lote 17/11/2008
7º lote 15/12/2008
Restituições O valor a que o contribuinte tem direito ficará disponível no banco por um ano e, quem não fizer o resgate neste período, deverá requerê-lo mediante o Formulário Eletrônico (Pedido de Pagamento de Restituição), disponível no site da RF na internet. O contribuinte que quiser questionar o valor poderá fazê-lo. Para isso, deve sacar a quantia depositada na conta e reclamar a diferença na unidade local da Receita Federal.Quem não informou o número da conta para crédito da restituição deverá procurar uma agência do Banco do Brasil, ou ligar para 4004-0001 (capitais) ou 0800-729-0001 (demais localidades) e pedir a transferência do dinheiro para qualquer banco em que tenha conta-corrente ou poupança.
sábado, 8 de novembro de 2008
Presidente Lula sanciona lei que amplia direitos das mulheres grávidas.
A responsabilidade do futuro pai com a vida do filho não será exigida apenas a partir do nascimento. De hoje em diante (6/11) a responsabilidade paterna é estendida para a gestação e o suporte à mãe da criança durante toda a gravidez. Isso é o que assegura a Lei nº 11.804, sancionada ontem (5/11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao disciplinar o direito de alimentos da mulher gestante e a forma como será exercido.Com vigência da concepção ao parto, o direito a alimentos gravídicos compreende valores para cobrir as despesas do período de gravidez. Estão garantidos também valores referentes à alimentação especial, assistência médica e psicológica, exames complementares, internações, parto, medicamentos e demais prescrições preventivas e terapêuticas indispensáveis, a juízo do médico, além de outras que o juiz considere pertinentes. Acesso aos direitos gravídicosTão logo seja confirmada a gravidez, a mulher poderá buscar na Justiça o direito a alimentos gravídicos do futuro pai da criança. Por determinação do juiz, o pai do bebê terá de se apresentar no juizado em até cinco dias. Em audiência, o juiz fixará os valores correspondentes a alimentos gravídicos até o nascimento do bebê, quando serão revertidos em pensão alimentícia em favor da criança. As despesas supridas pelo futuro pai da criança será condizente com a sua renda, considerando também a contribuição financeira da mulher grávida para as despesas da gestação. Na legislação anterior, as mulheres só podiam requerer o suporte financeiro após o nascimento da criança e quando comprovada a paternidade por meio de exame de DNA.
País investe 4,4% do PIB em educação
Os critérios para autorização de cursos superiores, a gratuidade oferecida pelo Sistema S, e a política educacional no Brasil foram alguns dos temas comentados pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, no programa Bom Dia Ministro, produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República nesta sexta-feira (7). Na entrevista, transmitida via satélite a rádios de todo País, o ministro falou também da qualificação profissional.
Codefat aprova crédito de R$ 2,25 bi para pequena empresa
O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou nesta quinta-feira, em sua 98º Reunião, a alocação de R$ 2,25 bilhões de crédito para as micro e pequenas empresas brasileiras. O Codefat entende que, por conta do atual momento que passa a economia mundial, é preciso dar continuidade às ações de geração de emprego e renda, sendo que estes estabelecimentos representam uma área de grande potencial.
Governo libera R$ 19 bi para setor produtivo.
O governo vai liberar R$ 19 bilhões para o setor produtivo. Deste total, R$10 bilhões serão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para grandes empresas e R$ 5 bilhões virão do Banco do Brasil para pequenos e médios empresários. Outros R$ 4 bilhões também do BB serão usados para ajudar os bancos das montadoras.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Governo federal prevê receber R$ 10 bilhões com outorga de novas ferrovias
União projeta três ferrovias para operação da iniciativa privada 2ª fase da Norte-Sul, a Transnordestina e a nova linha Oeste-Leste estão nos planos.
Ana Paula Machado – SP.
Sairão do papel mais três trechos ferroviários no País. O secretário executivo do ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, disse que o governo já analisa os estudos para a segunda parte da Ferrovia Norte-Sul, a Transnordestina e a mais nova empreitada do presidente Lula, uma ferrovia que ligará a cidade de Ilhéus (BA) à cidade de Figueirópolis (TO), chamada Oeste-Leste, o secretário executivo disse que o edital de licitação para operação do trecho deverá ser lançado no início do próximo ano. A construção será feita pela Valec, empresa responsável por todos os projetos ferroviários no País, e demandará cerca de R$ 5 bilhões para uma extensão de 1490 quilômetros. “A Valec já fez o projeto e o estudo do traçado e podemos começar a obra no segundo semestre de 2010 e o leilão poderá acontecer já no início do próximo ano”, disse Oliveira Passos.
Segundo ele, para a concessão deste projeto o governo deve estipular uma outorga de R$ 3 bilhões a serem pagos 50% na assinatura do contrato e o restante ao longo da concessão. “O oeste baiano tem uma demanda alta por transporte ferroviário. É uma região produtora de soja e há também mineradoras na região de Brumado”, disse o secretário.
Os trechos da ferrovia Oeste-Leste terão bitola larga e, segundo o secretário, será uma obra mais trabalhosa. “É uma região mais ondulada e por isso, há a necessidade de construção de grandes obras de arte, como pontes, viadutos e túneis. E, é bom ressaltar que para o início das obras já temos R$ 350 milhões previstos no orçamento da União”.
Ana Paula Machado – SP.
Sairão do papel mais três trechos ferroviários no País. O secretário executivo do ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, disse que o governo já analisa os estudos para a segunda parte da Ferrovia Norte-Sul, a Transnordestina e a mais nova empreitada do presidente Lula, uma ferrovia que ligará a cidade de Ilhéus (BA) à cidade de Figueirópolis (TO), chamada Oeste-Leste, o secretário executivo disse que o edital de licitação para operação do trecho deverá ser lançado no início do próximo ano. A construção será feita pela Valec, empresa responsável por todos os projetos ferroviários no País, e demandará cerca de R$ 5 bilhões para uma extensão de 1490 quilômetros. “A Valec já fez o projeto e o estudo do traçado e podemos começar a obra no segundo semestre de 2010 e o leilão poderá acontecer já no início do próximo ano”, disse Oliveira Passos.
Segundo ele, para a concessão deste projeto o governo deve estipular uma outorga de R$ 3 bilhões a serem pagos 50% na assinatura do contrato e o restante ao longo da concessão. “O oeste baiano tem uma demanda alta por transporte ferroviário. É uma região produtora de soja e há também mineradoras na região de Brumado”, disse o secretário.
Os trechos da ferrovia Oeste-Leste terão bitola larga e, segundo o secretário, será uma obra mais trabalhosa. “É uma região mais ondulada e por isso, há a necessidade de construção de grandes obras de arte, como pontes, viadutos e túneis. E, é bom ressaltar que para o início das obras já temos R$ 350 milhões previstos no orçamento da União”.
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