sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Saúde é o principal problema do país para 25% da população

A saúde continua sendo considerada o principal problema do país e como área de pior desempenho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um quarto (25%) dos brasileiros afirmam espontaneamente que esse é o principal problema nacional, revela pesquisa Datafolha realizada entre os dias 25 e 28 de novembro.
Em segundo lugar é o desemprego que aparece como fonte de aflição entre os brasileiros, mas o percentual entre eles caiu de 20% em setembro para 18% agora. O terceiro maior problema apontado pelos entrevistados é a segurança, com 16% (era 17% em setembro).
Alguns dos outros problemas citados são educação (9%), fome e miséria (6%), economia de modo geral (4%) e corrupção (3%), segundo a pesquisa.
Entre os brasileiros que moram no Nordeste (região onde Lula tem o apoio de 81%), a taxa dos que citam o desemprego como principal problema sobe a 25%, taxa seis pontos superior à dos que mencionam a saúde (19%). A segurança é citada por 20% dos moradores dessa região (quatro pontos acima da média nacional).
Jovens
Em todo o país, a taxa de menções ao desemprego chega a 23% entre os entrevistados que têm entre 16 e 24 anos.
Quando indagados sobre a área em que o governo Lula está se saindo pior, 24% citaram a saúde, percentual similar aos que consideram esse o principal problema do país. Em março deste ano a saúde era mencionada por 28%.
Já a taxa dos que consideram o combate à violência como pior área de atuação do governo Lula oscilou de 15% para 16%. Fonte Folha Online

País vai melhorar em 2009, diz brasileiro

Folha Online
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira revela que, apesar da gravidade da crise mundial e do prenúncio de seus reflexos no país, o brasileiro está otimista quanto a 2009, informa reportagem de Catia Seabra, publicada pela Folha.
Segundo a pesquisa, realizada entre os dias 25 e 28 de novembro, 78% declaram que sua vida vai melhorar, enquanto apenas 3% afirmam que vai piorar, no ano que vem. Para 14%, a vida pessoal permanecerá como está.
A aposta em um ano novo melhor em comparação a 2008 chega a 82% nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Essa expectativa é de 75% na região Sul e de 74% no Sudeste.
Ainda de acordo com o Datafolha, 65% dos entrevistados declaram que a situação do Brasil vai melhorar, enquanto 22% afirmam que vai 'ficar igual' em 2009. Só para 8% a situação do país vai piorar no ano que vem.
A pesquisa ouviu 3.488 brasileiros.
Aprovação
O Datafolha mostra ainda que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é considerado ótimo ou bom por 70% dos brasileiros, maior aprovação de um presidente desde 1990. Nenhum presidente no Brasil desde a redemocratização atingiu esse patamar.
O recorde anterior já pertencia ao próprio Lula: 64% o avaliavam positivamente em setembro. Segundo o levantamento, o presidente conta com a avaliação positiva da maioria da população em todos os segmentos socioeconômicos e regiões do país.
O Nordeste segue como principal área de apoio a Lula: 81% o avaliam como ótimo ou bom.
Fonte Site Folha Online.

Governo libera R$ 140 mi para obras e ações sociais em Santa Catarina

Em entrevista ao Bom Dia Ministro, produzida pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitida via satélite para rádios de todo o País nesta quinta-feira (4), Patrus Ananias, titular do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), falou sobre as ações do governo federal para auxiliar as vítimas das enchentes no estado de Santa Catarina. O ministro também abordou temas como o certificado para empresas filantrópicas. Leia os principais trechos. Santa Catarina - "O presidente Lula esteve pessoalmente visitando o estado e baixou uma Medida Provisória liberando R$ 1,6 bilhão para ações emergenciais de apoio às vítimas das enchentes - investimentos em infra-estrutura, recuperação de estradas, saneamento básico, construção de moradias. Dentro dessa MP, conseguimos uma emenda de R$ 140 milhões destinada às nossas obras e ações sociais, como, por exemplo, a construção e recuperaç ão dos nossos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e também dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), que trabalham em conjunto com o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e o Programa Sentinela, de prevenção e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes. Além desses R$ 140 milhões, estamos também, através do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), liberando mais R$ 1 milhão para a recuperação da nossa rede de proteção e promoção social em Santa Catarina, especialmente nos municípios mais atingidos pela chuva. Estamos também antecipando para o próximo dia 11 a liberação do pagamento do Bolsa Família. Continuamos trabalhando em sintonia com outros ministérios, com o governo do estado de Santa Catarina e com as prefeituras para viabilizarmos outras medidas que possam aliviar o sofrimento das famílias atingidas pela chuva."Prevenção em catástrofes - "É importante reconhecer a presen ça rápida do governo. As Forças Armadas já estão presentes e vários ministérios, mobilizados. Estamos aperfeiçoando, investindo cada vez mais recursos e buscando trabalhar de forma integrada, criando sinergias, maior agilidades e ações inter-setoriais. É importante também criar essa consciência nos estados e municípios. Lembro sempre que precisamos começar a implantar definitivamente o Estatuto da Cidade, no sentido de que as cidades tenham planejamento através de medidas pensadas à luz da legislação, preservando inclusive áreas ambientais e evitando crescimento em áreas de risco. É também importante estabelecer o princípio da função social da propriedade, ou seja, o direito da propriedade deve estar subordinado às exigências superiores do direito à vida, do bem comum e do interesse público. Os consórcios intermunicipais podem ser mais bem aproveitados. Desta forma, os municípios de uma mesma região podem ter políticas integradas de defesa civil, de planejamento e de desenvo lvimento regionais. São possibilidades que temos hoje e que podem ser mais exploradas, tanto pelo governo federal como pelos governos estaduais e, principalmente, os municipais."Enfrentamento das enchentes - "Ocorreu, no Brasil, entre os anos 60 e 70, um processo de urbanização muito acelerado e sem controle. Houve um crescimento desordenado, inchaço nas grandes cidades, ocupação de áreas de risco. Esse processo foi atenuado depois. Medidas foram e estão sendo tomadas, relacionadas à Defesa Civil e à criação de uma consciência ambiental. Hoje, a reforma urbana está em pauta. São temas em que estamos trabalhando. Há o Estatuto das Cidades, a lei que possibilita os consórcios intermunicipais, de tal maneira que municípios da mesma região possam pensar juntos na solução de seus problemas. Estamos pagando um tributo a esse crescimento desordenado e também às agressões que foram realizadas no passado, que estamos tentando reverter, contra o meio ambiente."<>Solidariedade - "Minha visita ao estado nesta semana foi uma experiência forte. Pudemos levar algumas informações importantes em termos de investimento e recursos para a área social. A reação do povo brasileiro não nos surpreendeu. Estou cada vez mais convencido de que a construção de um grande país, de uma pátria soberana, economicamente forte e desenvolvida, mas que também tenha compaixão, cuidado e atenção para com os pobres e os mais fragilizados, um país socialmente justo e ecologicamente saudável, que preserve seus recursos e riquezas para gerações futuras, é tarefa do Estado, no seu sentido mais amplo - não só o governo federal, como os estaduais e municipais -, sem esquecer da participação da sociedade. Chegamos a ser informados de que não precisaríamos mandar alguns alimentos porque a mobilização do País estava garantindo esse abastecimento. Isso nos dá uma esperança muito grande. Se foi dura a experiência, o sentimento de solidariedade e justiça estão prevalecendo."Crise internacional - "Estamos acompanhando, sob a liderança do presidente Lula, em sintonia com a equipe econômic a e com outros ministros da área social, visando especialmente proteger os pobres, os trabalhadores de baixa renda, os agricultores familiares. O presidente tem reiterado a posição de preservar os programas sociais. É importante manter os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento. Estamos trabalhando para que, mais do que impedir um retrocesso, possamos continuar avançando, consolidando, aperfeiçoando e ampliando as obras e programas sociais. Nesse sentido é importante a adesão, a participação efetiva das prefeituras, dos governos federais, além da sociedade civil, para que possamos juntos realizar um grande mutirão de tal forma que os pobres não sejam penalizados por essa crise, que nasceu justamente no coração do capitalismo em decorrência de ações especulativas. Portanto, não é justo que os países emergentes, como o Brasil, sejam penalizados. Todos os esforços e medidas serão tomados nesse sentido."Seca no Nordeste - "Tenho viajado muito pelo N ordeste e uma coisa vejo que mudou: não temos mais aqueles deprimentes espetáculos no período da seca de multidões nas estradas, pedindo esmolas; nem a criação desesperada, sem nenhum critério jurídico, daquelas frentes de trabalho, que, na verdade, eram humilhações. As pessoas, muitas vezes movidas pelo estado de necessidade e pela fome, apossavam-se de caminhões de cargas, supermercados. As pessoas estão se alimentando, seja nas situações igualmente dramáticas de excesso ou ausência de chuvas. Os programas sociais do governo federal estão presentes. O Bolsa Família está atendendo mais de 11 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil. No Nordeste, temos em expansão o programa de cisternas e o processo de transposição do rio São Francisco. Temos voltado especificamente para a região do semi-árido o programa da aquisição de leite, comprando-o de pequenos agricultores. Estamos consolidando nossa rede de equipamentos de restaurantes populares, garantindo alimentos de boa qualidade a R$ 1; cozinhas comunitárias; banco de alimentos; lavouras e hortas comunitárias; programas de agricultura urbana. Temos, é claro, muito que fazer ainda, porque a dívida social do Brasil é muito grande. Mas é importante reconhecer que avançamos muito."Cancelamento Bolsa Família - "A lei que instituiu o programa Bolsa Família determina que as famílias beneficiadas cumpram as condicionalidades. Entre elas está a presença das crianças, e agora também dos adolescentes de 15 a 17 anos, na escola e os cuidados básicos com a saúde, como vacinas e acompanhamento pré-natal. Sabemos que, muitas vezes, as crianças que não vão à escola são as mais pobres e que vivem em famílias desestruturadas por razões sócio-econômicas. São crianças expostas às situações de maior vulnerabilidade. Estamos integrando cada vez mais o Bolsa Família com outros programas sociais do nosso ministério, como por exemplo o Programa de Atenção Integral à Família (Paif), que se materi aliza através dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras). As pessoas que trabalham no Cras, assistentes sociais e psicólogos , estão sendo orientadas e capacitadas para buscarem e identificarem essas famílias cujas crianças não estão na escola para saber o que está acontecendo. Não queremos punir, mas temos que cumprir a lei. Até para identificar essas famílias, suspendemos o benefício. No primeiro momento, damos uma advertência. Em um segundo momento, ocorre a suspensão. Só então, se ficar provado que os pais não estão cumprindo seus deveres básicos, cancelamos o benefício."Filantrópicas - "O certificado de filantropia é dado pelo Conselho Nacional de Assistência Social, que não é um órgão público. O Conselho, segundo a lei, é uma instância superior deliberativa com elevado grau de autonomia, mas é uma instância paritária formada por representantes da sociedade, para ser mais claro, por entidades filantrópicas, e também por representantes do governo. Estamos assumindo a responsabilidade de fazer com que o Estado brasileiro, no pleno exercício de suas responsabilidades, possa dar o c ertificado. Trabalhamos ainda com o modelo da Legião Brasileira de Assistência, dos anos 30. Todas as entidades de saúde e educação continuam sendo certificadas pelo Conselho, que, como insisto em dizer, não é um órgão público. O MDS assume o exame das entidades ligadas ao Sistema Único de Assistência Social. As entidades de saúde, dentro do Sistema Único de Saúde, vão ser averiguadas e receber ou não o certificado pelo Ministério da Saúde. A mesma coisa vai acontecer com a educação. O sistema era tão confuso que os recursos do Conselho eram interpostos para o ministro da Previdência Social. Não houve anistia, apenas uma prorrogação dos prazos. Mandamos a Medida Provisória e procuramos as lideranças. Se houver alguns pontos de discórdia, vamos aperfeiçoá-la. Nosso compromisso é com a ética, com os pobres. Daremos apoios às entidades que efetivamente estejam ajudando os programas e obras sociais. Havia possibilidade também do aperfeiçoamento da MP. O importante é adequarmos o sistema do certificado à nova realidade que o Brasil está vivendo e não continuarmos com um acúmulo de mais de oito mil processos sem serem julgados." Fonte Site Em questão

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Em favela, Lula diz que Estado tem culpa de jovem virar bandido - Artigo - notícias

Em favela, Lula diz que Estado tem culpa de jovem virar bandido - Artigo - notícias

Em favela, Lula diz que Estado tem culpa de jovem virar bandido

RIO DE JANEIRO - Ao lançar nesta quinta-feira o programa de segurança Território de Paz, no Complexo do Alemão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Estado tem culpa de o jovem pobre virar bandido.
Para Lula, o Brasil se descuidou dos mais pobres ao deixar de lado o crescimento, a geração de emprego e a distribuição de renda nas políticas adotadas nas últimas décadas.
"Quando a gente vê um jovem de 25 anos sendo preso, esse jovem é vítima das políticas econômicas, das políticas sociais, das políticas educacionais. O Estado tem culpa do jovem ter virado bandido", disse Lula em discurso aos moradores do conjunto de favelas, considerado um dos locais mais violentos da cidade.
Lula disse que com programas sociais e de segurança está tentando resolver um "estoque" de problemas que herdou dos governos anteriores.
"É importante ter o entendimento político de porque o Brasil empobreceu tanto... Isso é resultado do descaso que os governantes dos últimos 30 anos tiveram com o povo pobre desse país", afirmou.
Em uma comunidade dominada pelo tráfico de drogas e constantemente assolada por conflitos com a polícia, Lula afirmou que a violência não é só problema de polícia, e que compete ao Estado oferecer educação, emprego, cultura e lazer.
"Tão importante quanto o teleférico que vai ser feito aqui, é a presença do prefeito e das políticas da Prefeitura, do governador e das políticas do Estado, do presidente da República e das políticas do governo federal", disse Lula ao lado do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do prefeito eleito Eduardo Paes, ambos do PMDB.
Enquanto Lula discursava no Complexo do Alemão, moradores do conjunto de favelas da Maré protestavam contra a morte de um menino de 8 anos atingido por um tiro na cabeça. Moradores atearam fogo a um carro e os acessos da Linha Vermelha para a Linha Amarela, duas das principais vias da cidade chegaram a ser fechadas.
Moradores da Maré disseram que o tiro que matou o menino teria partido de policiais militares, mas o comandante da PM, Gilson Pitta, que estava no Alemão, afirmou que o disparo partiu de um confronto entre grupos de traficantes rivais.
"A informação que nós temos e que foi tiroteio entre grupos rivais. O comandante da PM que estava na operação me informou que não foi feito nenhum disparo por parte da polícia", disse o oficial. Fonte Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

Fundo de Garantia reduz juros da casa própria.

Para ampliar o financiamento à habitação popular para pessoas físicas com renda familiar bruta de até R$ 2 mil, o Conselho Curador do FGTS reduziu o juro dos empréstimos para 5% ao ano. A medida foi aprovada na terça-feira (2) em reunião extraordinária do Conselho presidida pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Fonte Site Em questão.

País restabelece exportação de carnes de frango para China

O Brasil restabeleceu a exportação de carne de frango in natura para a China e está concluindo as negociações para o comércio de carne suína, conforme anúncio feito nesta quarta-feira (3) pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes. A retomada do comércio, segundo ele, atende a uma reivindicação do setor produtivo, sendo significativa para o País, devido à capacidade de consumo do mercado chinês. Fonte Site Em questão.

Ministério lança cadastro nacional de empresas

Os dados cadastrais de aproximadamente 17 milhões de empresas nacionais e estrangeiras em funcionamento no País estão agora armazenados em um único sistema: o Cadastro Nacional de Empresas (CNE) Fonte Site Em questão

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Medidas priorizam setores que empregam mais mão-de-obra

Para fechar a série "Enfrentando a crise global", o Em Questão de hoje trata das medidas adotadas pelo governo para apoiar o investimento produtivo e o consumo. O apoio tornou-se necessário pois boa parte das empresas financia seus investimentos com créditos captados no mercado financeiro, que sofreu com o enxugamento da liquidez mundial. No Brasil, algumas ações relativas ao crédito e à tributação foram executadas pelo governo para evitar o adiamento de investimentos e para permitir que as empresas continuem a produzir e a empregar. As medidas são voltadas para setores intensivos em mão-de-obra, como a indústria automobilística, o setor de construção civil, as micro e pequenas empresas e a atividade agropecuária (esta última foi tema da edição de ontem do Em Questão). Fonte Site Em questão.

Luz para Todos supera metas estaduais de ligações

O programa Luz para Todos superou neste mês a meta de levar energia elétrica a todos os pernambucanos com base nos números da exclusão elétrica do censo do IBGE do ano 2000. Em solenidade realizada na segunda-feira (1°), em Recife, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciaram o atendimento a 85,4 mil residências entre 2004 e 2008 - 7% superior à meta original do programa de 79,8 mil ligações - o que equivale a um universo de 427,3 mil pessoas beneficiadas no estado. Fonte Site Em questão

Território de Paz promove cidadania em áreas vulneráveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta terça-feira (2), ao lado do ministro da Justiça, Tarso Genro, no bairro de Santo Amaro em Recife (PE), o lançamento do Território de Paz do Pronasci, que será implantado em várias localidades do país. São mais de 20 projetos em cada comunidade, além de ações integradas de cidadania para combater a violência, com recursos de R$ 1,4 bilhão em investimentos. Fonte Site Em questão

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Ações do governo injetam R$ 19 bi no setor rural

As ações do governo para minimizar os efeitos da crise mundial no setor rural são o terceiro tema tratado pelo Em Questão na série Enfrentando a crise global.Segundo o Plano, assinado pelo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, até 2017 o País tende a diminuir o desmatamento com metas quadrienais, o que deve evitar a emissão de 4,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2). Isso é mais do que o esforço de todos os países desenvolvidos. Fonte Em questão.

Governo antecipa pagamento do Bolsa Família em SC

Em razão dos trágicos acontecimentos de Santa Catarina, decorrentes das últimas chuvas, o pagamento do Bolsa Família será antecipado para 11 de dezembro, que em situação normal começaria no dia 16. A decisão foi tomada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) que determinou, via Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc), à Caixa Econômica Federal, a geração antecipada da folha de pagamentos de dezembro do Bolsa Família no estado. Fonte Em questão

Prêmio do governo escolhe índio e emprego

Um projeto para ajudar desempregados a conseguirem trabalho, em Osasco, e a emissão de documentos para povos indígenas, no Amazonas, são os projetos premiados em um concurso do governo federal para destacar ações que aprimorem o Bolsa Família. As duas iniciativas — uma implantada pela prefeitura e outra pelo governo estadual — foram as vencedoras num processo que contou com 692 inscritos.
O Prêmio Práticas Inovadoras na Gestão do Programa Bolsa Família também destacou outras cinco ações municipais e três estaduais entre os finalistas. Os responsáveis pelos projetos vão conhecer programas de transferência de renda da Colômbia, do Chile ou do México.
O resultado faz parte de um pacote de premiações promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social que contemplou também gestão de programas de segurança alimentar e nutricional e estudos sobre o Bolsa Família. A cerimônia de entrega dos prêmios aconteceu em 24 e 25 de novembro, em Brasília.
No Prêmio Práticas Inovadoras na Gestão do Programa Bolsa Família, o vencedor da categoria municipal foi o Portal do Trabalhador de Osasco (SP). O projeto ajuda beneficiários do Bolsa Família a conseguirem emprego em empresas parceiras e divulga informações sobre cursos de capacitação, economia popular e microcrédito. O segundo colocado também é de Osasco: um projeto que capacita mulheres em costura industrial, concedendo bolsa de estudos, seguro de vida e auxílio-transporte.
O projeto que ficou em terceiro lugar, de Fortaleza, oferece cursos de capacitação para 1.480 beneficiárias nas áreas de confecção, culinária semi-industrial, prestação de serviços da construção civil e tecnologia de montagem e manutenção de microcomputadores. O quarto lugar ficou com uma iniciativa de Lagoa Seca, na Paraíba, que organizou visitas aos domicílios beneficiários do Bolsa Família, reuniões com moradores e um horário em uma rádio comunitária para divulgar informações sobre o programa.
O quinto colocado, de Santarém, no Pará, é um projeto voltado para aprimorar o cadastro das famílias, focado no atendimento de remanescentes de quilombos. O sexto colocado é de Curitiba e tem o objetivo de implantar PAIF (Programa de Atenção Integrada a Família) e CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), para acompanhar as famílias do programa e monitorar o cumprimento das condicionalidades.
Entre os projetos implantados por governos estaduais, o vencedor foi uma ação para concedeu certidão de nascimento para 3 mil indígenas do Amazonas e incluiu 1.860 deles no Bolsa Família. O segundo lugar ficou com uma iniciativa cearense que aprimorou a fiscalização da freqüência escolar dos alunos beneficiários.
Em terceiro está um projeto da Bahia que criou um sistema virtual para identificar e acompanhar dados do programa nos 417 municípios em que ele é implantado. O quarto colocado é um projeto do Pará que oferece qualificação profissional, parcerias com empresas e facilidade de acesso a microcrédito para jovens beneficiários.
Estudos
No prêmio para os estudos, os vencedores foram reunidos em uma Biblioteca Virtual desenvolvida pelo ministério e pelo Centro Internacional de Pobreza, uma instituição de pesquisa do PNUD, resultado de uma parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
O primeiro lugar desse prêmio ficou com um trabalho produzido na universidade do México, que avalia a participação e controle social do Bolsa Família. O segundo lugar ficou com um estudo da Universidade de Minnesota e da USP que avalia o impacto do Bolsa Família nas taxas de matrícula, abandono e aprovação do ensino fundamental. O terceiro colocado é da Universidade Federal de Minas Gerais e analisa o impacto do Bolsa Família na oferta de trabalho. Fonte PNUD.

Ação para jovem pobre abre 250 mil vagas

Projovem Urbano, que oferece educação básica e técnica para pessoas entre 18 e 29 anos, deverá atender 85 municípios de 23 Estados-->

O governo federal abriu inscrições para preencher 250.933 vagas no ProJovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens), projeto que prevê aumentar a qualificação e o tempo de estudo de jovens pobres. Serão abertas turmas em 85 municípios de 23 Estados de todas as regiões do país.
As matrículas vão até fevereiro e as informações sobre postos de inscrição, documentos necessários e início das aulas são fornecidas pelo telefone gratuito 0800-722-7777. As vagas são para a modalidade ProJovem Urbano, da qual podem participar jovens de 18 a 29 anos, que saibam ler e escrever e não tenham concluído o ensino fundamental.
O ProJovem passou por uma reformulação em 2007 e foi desmembrado em quatro categorias, entre elas o ProJovem Urbano que, em 18 meses, oferece aos alunos formação no ensino fundamental, iniciação profissional, práticas de cidadania e acesso à informática. Aqueles que apresentarem todos os trabalhos mensais e tiverem freqüência de 75% nas aulas receberão bolsa auxílio de R$ 100 por mês. O novo modelo permitiu expandir o número de participantes e o de municípios atendidos, ampliar a faixa etária dos alunos e atender aqueles que têm vínculo formal de trabalho, o que não era permitido antes.
Além dessa versão, o programa foi dividido em ProJovem Adolescente, que atende pessoas entre 15 e 17 anos que abandonaram a escola; ProJovem Campo, para agricultores entre 18 e 29 que não estejam estudando; e ProJovem Trabalhador, para jovens da mesma faixa etária, desempregados, que estejam matriculados no ensino fundamental ou médio.
Essa é a segunda vez em 2008 que o Projovem Urbano abre inscrições para preencher vagas. A primeira aconteceu entre julho e agosto, quando foram oferecidas 83.905 vagas em 25 municípios de 10 Estados. Fonte PNUD

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Pioram previsões para 2009: PIB desacelera, inflação e juros sobem

A previsão sobre o cenário da economia brasileira para o ano que vem está piorando em todas as áreas, segundo pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado. Para eles, o país vai crescer menos, ter inflação mais alta e mais juros.A economia do Brasil deve crescer menos de 3% no próximo ano, segundo o levantamento do BC. Dados da pesquisa Focus mostram que os especialistas consultados reduziram a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 de 3% para 2,8%.
PIB do Brasil pode crescer só 0,5% em 2009, diz ONU Bolsas da Ásia interrompem série de 6 altas seguidas Para 2008, os analistas mantiveram a previsão de crescimento de 5,24%.
Quanto à inflação oficial, medida pelo IPCA, os analistas elevaram a previsão de 5,20% para 5,25%.O mercado também aumentou a expectativa para os juros no ano que vem. Antes os especialistas previam que a taxa básica de juros (a Selic) iria terminar 2009 a 13,31%. Agora, subiram para 13,5%.No Boletim Focus apresentado nesta segunda-feira, consta ainda dólar a R$ 2,20 no fechamento deste calendário e a R$ 2,15 no término do ano que vem. As taxas superam aquelas apresentadas no relatório passado, de R$ 2,10 para ambos períodos.Em dezembro, o dólar deve ficar em R$ 2,20, superior aos R$ 2,10 projetados antes.Para a balança comercial, os analistas mantiveram a expectativa de saldo positivo de US$ 23,6 bilhões em 2008, mas revisaram para baixo o prognóstico para o ano seguinte, de superávit de US$ 13,71 bilhões para US$ 13,66 bilhões.Sobre a conta corrente, os agentes repetiram a projeção contemplada no documento passado, de déficit de US$ 30 bilhões em 2008. Quanto os 12 meses à frente, prevêem resultado negativo de US$ 30 bilhões e não de US$ 30,03 bilhões.Foi conservada mais uma vez a expectativa de ingresso de US$ 35 bilhões em investimento estrangeiro direto neste ano e de US$ 25 bilhões em 2009.Para a produção industrial, a previsão é de ampliação de 5,76% neste calendário e de 3,10% nos 12 meses seguintes. Fonte site UOL.

Aids: todos contra ela Parte III > Eu sou soropositiva

Por Anna Mocellin • Continuação da página 2
Valéria de Paula, Coordenadora do Grupo de Apoio às Mulheres com HIV do Grupo Pela Vidda do Rio de Janeiro, descobriu que era soropositiva em julho de 1997. Aqui, ela conta para nós como foi a experiência de receber a notícia de que estava com Aids, como lida com o fato de ser portadora da doença e a maneira que encontrou de superar a depressão.
"Eu descobri a doença quando me apareceu um "herpes zoster" nas costas. Após um exame, uma médica do hospital em que trabalho me prescreveu o exame de HIV. Fiquei surpresa, porque já havia feito esse exame no ano anterior e tinha feito uma cirurgia, não poderia ter filhos. Mas eu estava muito magra, perdendo muito peso, trabalhando muito e não ligava para a minha saúde. Então, fui fazer o exame com uma ginecologista particular. Quando soube da resposta, não queria acreditar que estava infectada com o HIV. Meus sonhos de vida evaporaram.
Quando soube da resposta, não queria acreditar que estava infectada com o HIV. Meus sonhos de vida evaporaram
Naquela época, eu tinha um namorado e a gente se conhecia já há algum tempo. Com a descoberta do HIV, entrei em depressão, não queria sair de casa, nem ver ninguém. Entrei de licença-médica no hospital, pois eu só chorava e a essa altura todos já comentavam o meu afastamento.Nesse período, eu dividia apartamento com uma amiga e ela me levou até o Grupo Pela Vidda. A partir daí, me fortaleci. Venho aprendendo a exercitar a minha cidadania, recuperei a dignidade com a participação no Grupo. Nesse processo, fui me envolvendo cada vez mais com as questões políticas e sociais da entidade.Algo que marcou foi quando conheci o Grupo. Eu não falava nada, tinha medo de falar em público e receio de que outras pessoas soubessem da doença.Hoje, sou muito diferente. Meus valores de vida mudaram, passei a tratar melhor as pessoas e ainda voltei a estudar, o que era uma lacuna na minha vida. Enfim, tudo ao meu redor mudou, para melhor. Fonte MSN Mulher.

Aids: todos contra ela Parte II > Convivendo com a Aids.

Por Anna Mocellin • Continuação da página 1
Fazendo uso regular dos medicamentos anti-retrovirais, que são distribuídos gratuitamente pelo Ministério da Saúde desde 1996, é possível garantir um aumento na sobrevida. Quem vai definir qual o melhor medicamento é o clínico geral. Se houver resistência ao remédio indicado, pode ser feita a troca por outro ao qual o paciente se adapte melhor. O importante é não desistir nem interromper o tratamento. Uma alimentação saudável, além de melhorar a qualidade de vida, aumenta a resistência do organismo à doença. Segundo recomendações do Ministério da Saúde, a paciente com HIV/Aids deve fazer de cinco a seis refeições por dia, priorizando a ingestão de frutas, verduras e legumes e evitando frituras e gorduras. Ficar sem comer só piora a situação, pois os medicamentos são muito fortes e podem irritar o estômago, causando úlceras e gastrites.
A troca de experiências e o apoio mútuo são fundamentais para resgatar a cidadania e a auto-estima perdidas
As atividades físicas devem ser mantidas, pois ajudam manter a auto-estima e aumentam a resistência física do portador do HIV. A mais recomendada é a musculação, que ajuda a evitar as conseqüências da lipodistrofia, migração de gordura dos membros e glúteos para as costas e o abdômen - conseqüência da Aids. Os relacionamentos pessoais, sociais e amorosos devem ser mantidos. Namorar é permitido, desde que a camisinha - feminina ou masculina - seja usada em todas as relações sexuais. Gravidez A princípio, a gravidez não interfere na evolução da doença. De acordo com a Dra. Mariana Maldonado, se a mulher estiver clinicamente bem, a tendência é que continue assim, principalmente se iniciar seu tratamento precocemente. Aliás, existe uma coisa que muitas mulheres com HIV/Aids ignoram: o tratamento contra o vírus não beneficia somente a mãe, mas o bebê também. "Ele pode reduzir drasticamente as chances de o bebê ser contaminado. Sem o tratamento, as chances de transmissão são de aproximadamente 20%. Com o tratamento, baixa para 1%", informa a ginecologista. Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico de infecção pelo HIV na gestante, maiores serão as chances de evitar a transmissão do vírus para o bebê. Por isso, é de extrema importância que se faça o teste no pré-natal, para que o tratamento com anti-retrovirais seja iniciado precocemente. O vírus HIV não provoca má-formação na criança, mas pode contaminá-la e, mais tarde, fazer com que ela desenvolva os sintomas da Aids. Por isso, de acordo com a Dra. Mariana, a medicação é tão importante.O acompanhamento pré-natal da gestante soropositiva deve ser feito com um ginecologista e obstetra e também um clínico geral (ou um infectologista), que vai avaliar o estado de saúde da gestante e dar orientações para o tratamento. "Como é uma gestação de alto risco, deve ser muito bem acompanhada", diz a Dra. Mariana. Quando a criança nasce, ela também recebe tratamento, que dura até a sexta semana de vida. Depois, é feito um acompanhamento durante um ou dois anos, para descobrir se ela foi ou não contaminada pelo vírus da mãe. Para que os riscos não sejam maiores, o parto deve ser feito por cesariana. Amamentação, nem pensar. Os riscos de transmissão do HIV pelo leite materno são altos: de 7 a 15%. O ideal é substituí-lo por leite artificial.Grupos de ApoioApesar de haver medicamentos que ajudem a prolongar a sobrevida dos doentes de Aids, garantindo uma vida normal por muitos anos, o lado emocional também precisa ser trabalhado. Afinal, não é fácil conviver com a idéia de que se trata, ainda, de uma doença incurável. É por isso que muitas mulheres portadoras do HIV procuram ajuda em grupos de apoio, que oferecem programação específica para elas, como palestras, oficinas de reflexão, reuniões com outras pessoas doentes e suporte psicológico. "A troca de experiências e o apoio mútuo são fundamentais para resgatar a cidadania e a auto-estima perdidas. Tudo isso é um processo que vai acontecendo com a participação no grupo. A idéia do grupo de apoio é acolher, fortalecer e informar as mulheres que estão vivendo com HIV/Aids, promover a inclusão social e valorizar a capacidade individual delas", ressalta Valéria de Paula, do Pela Vidda.
Ela conta que os temas mais debatidos nas reuniões são o uso da camisinha feminina e outras questões de sexualidade, acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS), os aspectos da doença, auto-estima e inclusão social. "O contato com outras pessoas doentes fortalece as mulheres de tal forma, que elas abandonam o medo e a culpa por estarem com o vírus. Assim, enfrentam com mais coragem e determinação as conseqüências da doença", finaliza Valéria. Fonte MSN Mulher.

Aids: todos contra ela. Parte I

Cresce o número de mulheres vítimas da doença
Por Anna Mocellin
Embora no Brasil a epidemia de Aids seja considerada estável, ainda são grandes os números de vítimas da doença. Segundo o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2008, entre 1980 e 2007 foram registrados mais de 500 mil casos no país e 200 mil óbitos. Neste ano, em que é realizado o 20° Dia Mundial da Luta Contra a Aids, o Ministério da Saúde lança campanha com o foco em homens com mais de 50 anos e já prepara uma campanha voltada especialmente para o sexo feminino. Os números impressionam: a taxa de incidência para cada 100 mil mulheres saltou de 9,3, em 1996, para 14,2, em 2005.
Não há mais um grupo restrito de pessoas ou de mulheres que podem vir a ser contaminadas: a Aids as atinge em qualquer idade – inclusive vêm aumentando os casos de idosas portadoras da doença. Por que isso vem acontecendo? Se antes se falava em grupos de risco, como usuários de drogas injetáveis, homossexuais e profissionais do sexo, hoje não se pode ao menos definir um perfil dos portadores da doença. É o que argumenta Carmen Lent, coordenadora do Banco de Horas, entidade de apoio a portadores de HIV/Aids no Rio de Janeiro. "Não existe mais um perfil comum às pessoas com Aids. Atualmente, sabemos que qualquer pessoa sexualmente ativa pode ser infectada pelo HIV. As pessoas não-testadas, casadas ou não, não são necessariamente soronegativas, mas sim sorointerrogativas", afirma.
Não existe mais um perfil comum às pessoas com Aids. Atualmente, sabemos que qualquer pessoa sexualmente ativa pode ser infectada pelo HIV
O dilema da camisinhaO aumento de casos entre mulheres vai muito além da idéia de liberdade sexual ou da promiscuidade, que também são motivos de contaminação. Pelo contrário. Muitas delas – não importa a idade ou o estado civil – ainda se prendem ao medo de pedir ao parceiro que coloque a camisinha na hora da relação. Segundo a ginecologista, obstetra e sexóloga Mariana Maldonado, a mulher tem maior vulnerabilidade biológica à contaminação. "A vagina é uma importante porta de entrada para o vírus, principalmente se a mulher apresenta alguma infecção, sexualmente transmissível ou não", explica.Estudos do Ministério da Saúde apontam que a difícil negociação quanto ao uso do preservativo é um dos principais motivos pelos quais as mulheres vêm sendo infectadas. Mulheres casadas, então, sofrem ainda mais com esse problema, pois têm medo que os maridos interpretem o pedido como um sinal de desconfiança. Porém, se esquecem que podem ser contaminadas por eles mesmos. O condicionamento social, que "determina" que as mulheres casadas confiem cegamente na fidelidade de seus maridos, leva muitas delas a descobrirem – muitas vezes tardiamente – que são portadoras da doença.O pior é que, em muitos casos, os homens sabem que são portadores do vírus e escondem de suas parceiras ou esposas. "Isso sem falar nas questões culturais em uma sociedade machista, em que muitos homens pensam que são donos de suas mulheres e podem fazer o que bem entenderem dentro e fora de casa. Isso resulta, muitas vezes, em práticas de violência, inclusive sexual, que pode levar à contaminação", assinala Mariana Maldonado. Deu positivo. E agora?
A descoberta da doença é um choque para qualquer pessoa. Mas, segundo a coordenadora do Grupo de Apoio às Mulheres com HIV, do Grupo Pela Vidda do Rio de Janeiro, Valéria de Paula, ele é mais intenso nas mulheres. "Quando se descobrem portadoras do HIV, muitas acreditam que não poderão mais se relacionar afetivamente com outro parceiro. Pensam, também, na família e no trabalho. A perspectiva de vida acaba, levando a uma morte social e à exclusão", relata. Carmen Lent, do Banco de Horas, diz que a reação à notícia varia de acordo com uma série de fatores. "Depende das condições psicológicas, classe econômica, educação, nível de informação, idade, estado civil e contextos familiar e social da mulher que recebe a notícia".A reação da família, dos amigos e do parceiro também assusta. Valéria de Paula salienta que a discriminação sobre as mulheres soropositivas é mais dura porque elas são culturalmente preparadas para cuidar da família. Com isso, ao revelar serem portadoras do vírus, sofrem um julgamento moral. "Um fato interessante é que as casadas, mesmo com a descoberta do HIV, muitas vezes são pressionadas pela família a cuidar do parceiro até a morte", comenta. Mas isso não significa que o caminho das portadoras do HIV seja feito somente de discriminação. "A maioria recebe o apoio das pessoas que ama", diz Valéria.Quem tem filhos, é claro, sofre bastante ao pensar no futuro deles. Em sua experiência na coordenação do Grupo de Apoio às Mulheres, Valéria notou que mães portadoras do vírus HIV se preocupam, antes de tudo, com a saúde dos herdeiros – sejam eles soropositivos ou não. Depois, pensam na criação, na alimentação, no sustento e nos medicamentos. Fonte MSN Mulher.

PARA GERALDO, PMDB BAIXOU A BOLA COM CHEGADA DO PP.

Geraldo Simões é um dos petistas que insistem que Jaques Wagner deve esquecer o PMDB e partir para outra. Ao participar do programa Resenha da Cidade, na rádio Jornal, ele lembrou que Geddel procurou o DEM para oferecer apoio a Azevedo, em mais uma prova de traição peemedebista e do que Wagner pode esperar em 2010.
Ainda na entrevista, disse que o PMDB baixou mais a bola depois que o governador abriu espaço no governo para o PP. Abriu espaço e achou de dar aos que chegam a pasta ocupada justamente pelo deputado federal: a secretaria de agricultura. O petista não enxergou em sua saída um sinal de "desprestígio", mas uma necessidade do governo em ampliar a sua base política.
Cada qual com a sua leitura, não?
Fonte Pimenta na Muqueca.